Programa de Índio

Por conta das comemorações do dia do Índio, que é hoje, nós do CAHS elaboramos um texto sobre o assunto e convidamos a todos a participarem de um grande evento que ocorrerá semana que vem.

No dia 26/04 as 08:30 no auditório vermelho (A CONFIRMAR) teremos uma atividade para discutirmos a questão indígena no país. Para isso contaremos com duas ilustres presenças:

– Prof. Dra. Carmem Junqueira, uma das maiores antropólogas do país, é professora titular e emérita da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, assessoria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, professora – Cruz Vermelha Brasileira, colaboradora da Fundação Nacional do Índio, professora titular do Instituto de Antropologia e Meio Ambiente, consultora – Unicen, membro do conselho indigenista da Fundação Nacional do Índio e consultora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

– Prof Dr. Mauro Leonel, professor Livre Docente da USP, antropólogo. Ex-Consultor do Banco Mundial, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas), do FNUAP (Fundo das Nações Unidas para as Atividades da População), da FAO- FIDA- CAF, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Reforma Agrária, da FUNAI, da FIPE- FEA- USP.

PARTICIPE DESSA ATIVIDADE!

Segue a baixo um texto nosso sobre ponderações do Dia da Luta Indígena!

PROGRAMA DE ÍNDIO!

Qual é a nossa ideia sobre a população indígena? O que entendemos sobre a cultura, as políticas específicas, as lutas desse povo? E que povo é esse? No dia 19 de abril se “comemora ” o DIA DO ÍNDIO no Brasil. Um dia sem significado nenhum para uma sociedade que ainda vê índio como um bom selvagem. Convenhamos, desde criança ouvimos na escola que índio é aquele que gosta de espelho, anda pelado com algumas plumas na cabeça e vive no mato bem longe dos olhos civilizados da cidade. O que comemoramos afinal? Fazer cocar e colar na escola ou o total descaso governamental com as questões indígenas?

Primeiramente é importante sabermos que não existe um único tipo indígena, existem populações diversas com características culturais, estruturas sociais, hábitos, língua e costumes absolutamente distintos uns dos outros. Inclusive fisicamente são distintos. Dizer “índio” de forma genérica é tão preconceituoso e ignorante quanto dizer que todo oriental é japonês. Dessa forma precisamos desmistificar essa imagem de que todo índio é igual, que vivem todos juntos, harmoniosamente e que todos se conhecem. Só no Brasil existem centenas de tribos distintas, as mais significantes sendo: Guarani, Ticuna, Caingangue, Macuxi e Terena. Segundo o último Censo do IBGE a população que se reconhece como indígenas é de aproximadamente 1 milhão de brasileiros. Com esse quadro tão complexo a pergunta que fica é: como fazemos políticas publicas que englobem debates universalizantes e ao mesmo tempo respeitem especificidades de cada tribo?

Existem alguns aspectos transversais no debate indígena e o mais gritante é a luta pela preservação das terras. Seja na Amazônia como na cidade de São Paulo, esse debate esta em voga, pois a lógica de produção das grandes cidades não é a mesma lógica do manejo da terra praticado pelos índios. Estes têm uma relação mais simbiótica e orgânica, com uma transgeracionalidade, ou seja, o traquejo com aquele espaço e a relação com o ambiente faz parte de concepções subjetivas da população indígena. A questão da territorialidade indígena não se faz por demarcações impostas, ou pela geografia do “homem branco”, tudo faz parte de sua vida, cada árvore tem uma razão de ser, cada animal tem o porque existir, cada homem tem sua razão social. Por isso a necessidade de terem espaços próprios, deles, onde o modo de vida, a maneira de relacionar-se com o meio, reverencia esse princípio básico do respeito a vida! Isso não quer dizer de maneira alguma que queremos afastá-los dos espaços públicos da cidade e escondê-los em reservas. Quer dizer que devemos reforçar suas lutas, endossar suas conquistas e respeitar suas decisões, seja no campo, na floresta ou na cidade.

Nós do CAHS reivindicamos a luta indígena por terra, por respeito à diversidade cultural e social. Entendemos que questão indígena não é coisa pra ser debatida só por aqueles que vivem no “mato”, é algo que deve ser colocado na disputa política cotidiana. Nós, futuros gestores públicos, precisamos elaborar políticas públicas com e para a população indígena, reforçando as características próprias de cada tribo e debatendo as especificidades, as dificuldades, e os entraves de cada questão.

Somos a favor de um Brasil plural, onde o crescimento econômico não seja justificativa para destruição, abandono ou morte dos índios brasileiros. Desta forma somos terminantemente contra a construção de Belo Monte, e projetos correlatos que ameaçem a vida no Xingu e outras reservas indígenas! Somos terminantemente contra a especulação imobiliária como a que ocorre na cidade de São Paulo, que faz com que tribos na Serra da Cantareira percam seus territórios para a verticalização da cidade. Somos terminantemente contra ao desrespeito de demarcação territorial como ocorre no sul baiano.

SOMOS A FAVOR DO RESPEITO À DIGINIDADE, mesmo porque todo dia é dia da luta contra o preconceito, a discriminação e a opressão! Todo dia é dia da luta indígena!

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Informes Sobre a Última R.O. do CAHS

Na última reunião ordinária do CAHS, realizada dia 12 de Abril de 2012, foi apresentada a prestação de contas da gestão do primeiro trimestre e propostas de atividades que deverão ser organizadas pelo CA em conjunto com demais estudantes interessados.

As atividades aprovadas seguem abaixo:
1- Atividade sobre o Dia da Luta Indígena no dia 26 de Abril em formato de vídeo-debate
2- Atividade sobre o Dia dos Trabalhadores em formato de exposição de fotos
3- Assembléia dos Estudantes de GPP com pauta única: Refundação da Atlética de Gestão de Políticas Públicas
4- 1ª reunião aberta para discussão da VIII Semana de Gestão de Políticas Públicas. A reunião será realizada em 26 de Abril, às 18h00, no Espaço dos Estudantes. Durante a reunião foi formada a comissão responsável pela organização: Paula Herrera (4º ano), Paula Scuoteguazza (3º ano), Bruno da Mata (2º ano), Priscila Coura (2º ano), Bruno Moraes (2º ano), Luccas Freitas (2º ano), Carol Rocha (1º ano). Mais membros poderão se incorporar à comissão na próxima reunião.
5- Blusão de GPP: O CAHS ficará responsável por organizar um moletom do curso. Todos os estudantes podem enviar propostas de arte para o moletom. Aquele que tiver sua arte aprovada ganhará um blusão.

Confiram a prestação em: https://caherbertdesousa.wordpress.com/institucional/prestacao-de-contas/

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Assembléia Geral dos Estudantes de GPP

Car@s Estudantes,
Realizaremos na próxima Terça-Feira 13/3 a primeira Assembléia dos Estudantes de GPP para debater principalmente o VICONEAP.
O VI CONEAP foi chamado extraordinariamente para debater um novo estatuto para a FENEAP.
A assembléia terá caráter deliberativo para definir o posicionamento do CAHS em relação a este novo estatuto.
Acontecerá ao 12h00 e 18h00 no vão do prédio dos professores A1 ou carinhosamente chamado de “elefante branco”
Confiram no link abaixo as propostas e emendas da gestão Canto Geral, apresentadas na reunião aberta do último dia 6.
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BOAS VINDAS!

Car@s Bixos e Bixetes,

Sejam muito bem vind@s ao curso de Gestão de Políticas Públicas e à EACH. Depois de tanto sofrimento com o vestibular, chegou a hora de conhecer a USP e seu curso!

A partir de agora, vocês terão contato com um ambiente que deve proporcionar: troca de ideias, debate político, produção cultural, nov@s amig@s, gente esquisita, e claro, festas também! Mas para desfrutar disso, é preciso viver a universidade para além da sala de aula.

Como a primeira semana de aula de verdade é só em Março, vamos falar do que interessa.

Confiram abaixo a programação da semana para GPP

Kit Bixo: https://caherbertdesousa.wordpress.com/recepcao-2012/kit-bixo/

SEGUNDA (27/2)

09h00 – 12h30: Boas Vindas do Diretor / Mesa “EACH Além dos Muros” / Campanha “Doadores de Medula”

13h00 – …: Pedágio e Bar!

TERÇA (28/2)

09h00 – 12h30: Apresentação de entidades insitucionais da EACH / Mesa “Educação não é Caso de Polícia” / Campanha “Doadores de Medula”

15h00 – 22h00: Festa de Integração na república Casa da Madre Jhuana – Tatupé

QUARTA (29/2)

08h00: Saída do ônibus da EACH para a Cidade Universitária

A Calourada Unificada possui uma programação própria e ocorrerá durante todo o dia na Cidade Universitária

QUINTA (1/3)

09h00 – 12h30: Apresentação do curso e entidades estudantis de GPP.
Este dia é especial para conhecer melhor o seu curso. Falará o coordenador do curso, o Centro Acadêmico Herbert de Souza (CAHS), a OGP e demais entidades estudantis

15h00: EACHOPPADA!

SEXTA (2/3)

09h00 – 12h00: Oficinas temáticas e sessão de cinema
A tarde provavelmente rolará uma festa da Atlética EACH!

OBS.: A programação da manhã, também se repetirá todos os dias às 19h00 para agregar os estudantes do período noturno.

Esperamos que tod@s aproveitem muito bem essa semana, e que ela seja marcada por um espírito de integração entre tod@s, sem atos de machismo, racismo e homofobia!

Qualquer dúvida, enviem um email para cahs.gpp@gmail.com, ou procure um/a diretor ou diretora do CA.

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Resultado Eleições CAHS 2012

A chapa vencedora para a eleições foi a Chapa Canto Geral. A Canto Geral contou com 122 votos e a chapa concorrente, Futuro na Estrada, teve 68 votos.

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Edital de Eleições CAHS 2011

No arquivo abaixo está disponível o Edital.

Para iniciar o download do Edital, clique aqui.

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Projeto Político Pedagógico de GPP

Vamos iniciar, nessa Semana de Políticas Públicas, com seções na  segunda-feira, 26,das 19h às 22h; e na terça-feira, 27, das 14h às 17h o processo de revisão e reelaboração do Plano Político Pedagógico (PPP) do nosso curso de GPP. Este é um momento  único de influir decididamente sobre os rumos que queremos que o nosso  curso tome. Pretendemos realizar juntos, corpos discente e docente, um  verdadeiro processo de planejamento estratégico participativo para a  elaboração do novo PPP, e a participação d@s estudantes é essencial.

1 – O que é um Plano Político Pedagógico (PPP)?

O PPP é uma peça fundamental de caracterização dos cursos de  graduação, descrevendo as diretrizes curriculares;o perfil do egresso; a conformação do corpo docente; os mecanísmos de gestão colegiada; as  interfaces entre o ensino, a pesquisa e a extensão, e quais os  principais programas/projetos nesse sentido; etc.

2 – Por que revisar o nosso PPP?

Apesar de a Universidade estabelecer que todos os cursos tenham um PPP  elaborado de forma participativa, maioria dos cursos (senão todos) têm  PPPs meramente formais, elaborados de forma top-down, por um grupo  pequeno de professores designados. O nosso caso também é esse, o que  se agrava pelo fato de o nosso estar incompleto.

A atual peça (anexa) foi elaborada pró-forma, à partir de uma série de  documentos dispersos sobre o nosso curso, para atender exigências  diretas da Comissão de Graduação (CG), que desligitimava as nossas  práticas democráticas, como a CoC ampliada e a última consulta aos  alunos para a eleição do nosso coordenador. A ausência formal de um  PPP nos deixava em uma situação de vulnerabilidade institucional, como  vimos nos casos do Relatório Melfi, em que se propunha cortes nas  nossas vagas (além dos outros cursos da EACH, e mesmo a extinsão do  curso de OBS), e no  mais recente pedido da Reitoria à FEA de que  estudasse a oferta de um curso de Administração Pública. Uma das justificativas  dadas para essas iniciativas descabidas, foi o “desconhecimento” sobre  o nosso curso, por ausência de um PPP completo.

Considerando isso, os professores e os RDs pactuaram na CoC-I de GPP,  entregar o atual PPP provisório para aliviar essas pressões, com o  compromisso de reelaborar um novo PPP à partir de um processo de  planejamento estratégico verdadeiramente participativo, tomando a  Semana de GPP como evento mobilizador do processo.

3 – O que pretendemos?

Iniciar, nessa VII Semana de Políticas Públicas, um amplo e profundo  processo de planejamento estratégico participativo, para revisar as  atuais condições do curso; definir novas diretrizes; preencher lacunas  informacionais e formais; explicitar e formalizar nossos mecanismos  pactuados de gestão democrática e participativa; e estabelecer uma  cultura de planejamento e gestão estratégica e participativa constante  no nosso curso, focada na avaliação anual do PPP nas próximas Semanas  de Políticas Públicas.

Formamos um GT, presidido pelo prof.º Nerling, para organizar as  discussões, oficinas e demais dinâmicas necessárias para mobilizar e  incorporar o debate ao novo PPP. Alguns dos documentos que pautam as  nossas reflexões, seguem anexos, para quem estiver interessado.  Aquele/as interssados em se agregar ao GT, podem entrar em contato  com Vinicius Felix, Bruno Martinelli ou Pedro Bianchi.

Acreditamos que com esse processo estaremos mais uma vez inovando “de  baixo pra cima” no nosso curso, assim como se deu com o  estabelecimento da CoC-I ampliada, ainda nos primórdios do curso, e a mais atual consulta discente para a eleição do nosso coordenador. Por  isso, contamos novamente com a mobilização de tod@s para esta  oportunidade única. Se não conseguimos planejar participativamente nem  mesmo no âmbito do nosso curso, como pretender fazê-lo na sociedade  ampla, enquanto futuros gestores públicos? Este deve ser um  ponto de honra para nós!

PPP do curso de GPP (2011)

Matriz PDI-PPP – Alinhamento estratégico EACH

Estratégia abordagem PPP de GPP

CA orientações PPPs

Relatório GAP

Os Sete Saberes – Morin

Estratégias de ensinagem

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